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17 de dezembro de 2015, 11:21

Consciência Negra todos os 365 dias


Quem se identifica como representante da raça, de uma coisa tem certeza: não dá para ter orgulho da própria negritude apenas uma vez por ano. Hoje, 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, é uma data de valor fundamental, onde todos são convidados a refletir sobre a condição do negro em nossa sociedade. Mas, deve se estender a todos os outros 364.

Preconceito existe. Escancarado ou velado. A servidora Maria Iraci da Silva é prova disso. Por ser quem ela é, já passou por muita coisa que julga ser desnecessária, tendo em vista que todos são iguais. Resultado de uma mistura genética entre brancos, índios e negros, Iraci diz não entender o porquê de as pessoas, principalmente os brasileiros, ainda carregarem consigo tanta discriminação baseada na cor da pele. “Já fui chamada inúmeras vezes de ‘neguinha’, de forma pejorativa, mas nunca me deixei abater. Eu sempre me considerei uma cidadã como qualquer outra e me capacitei. Quando você abraça o preconceito, você desmorona. O negro precisa se valorizar mais. Precisa se entender como negro.”

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Desconstruir a discriminação é necessário, faz parte da luta a favor da igualdade de direitos. Principalmente durante a infância e adolescência. Luana Aquino, colaboradora do Instituto, afirma isso com todas as letras. Negra com orgulho e dona de um black power mais do que assumido, ela diz que a história nem sempre foi assim, pois passou anos alisando o cabelo para se encaixar em um padrão estético. Aos 12, começou a usar química através da influência de uma prima e, por sentir vergonha do volume, chegou a viver com as madeixas presas. De acordo com ela, ser negra, estudante de escola pública e moradora da periferia, só fizeram agravar a vergonha da legitimidade da raça. “Só depois que eu entrei na Universidade é que parei de vez de esticar o cabelo. Me empoderei. Hoje só recebo elogios!”

 

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Preconceito racial é violação de direitos

A lei 7.716, que define racismo e injúria racial como crimes, completa 26 anos e determina a pena de reclusão por discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Ela torna inafiançável  o crime de racismo, pois todos são iguais sem discriminação de qualquer natureza.

Para denunciar qualquer atitude desta natureza, disque 156, opção 7. Ou vá à delegacia mais próxima.