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25 de março de 2008, 12:30

Sergipe Previdência é destaque em revista nacional


A nova fase do instituto de previdência dos servidores do Estado de Sergipe, bem como as soluções encontradas pela sua atual gestão para equacionar antigos problemas na busca do equilíbrio financeiro do regime, foram temas abordados na última edição da Revista Investidor Institucional, nº 189, do mês de março.

A revista é a única publicação brasileira a cobrir o mercado de finanças profissionais, reportando os negócios das áreas de fundos de pensão, empresas de previdência aberta, seguradoras, bancos de investimentos, ‘asset management’ e grandes corporações públicas e privadas.

Há 12 anos no mercado, a circulação da revista é de 12 mil exemplares e ela é distribuída através de assinaturas entre os mais importantes executivos dos bancos de investimento, fundos mútuos, fundos de pensão, previdência aberta, seguradoras e corporações públicas e privadas.

Para o diretor-presidente do Sergipe Previdência, Amito Brito, esse reconhecimento nacional mostra que a instituição começa sua caminhada rumo ao cumprimento da sua visão de futuro de ser referência nacional. “Agradeço em nome da Diretoria a contribuição de cada servidor para consecução dos nossos objetivos”, disse.

Veja a matéria na íntegra

Em nova fase, instituto muda até o nome

Sergipe Previdência quer recuperar imagem desgastada, depois de equacionar problema do déficit

Desde que assumiu a presidência do Instituto de Previdência do Estado de Sergipe, em janeiro de 2007, Amito Brito Filho e sua diretoria tentam colocar ordem na casa. Hoje chamado Sergipe Previdência, até o ano passado o instituto chamava-se Ipesprevidência, nome que recebia quando também oferecia assistência à saúde.

Com a desvinculação, o regime próprio, que estava com a imagem desgastada, trocou de nome. “Queremos ser referência nacional em gestão de regime próprio. Hoje sempre ouço o regime próprio do Paraná e de Pernambuco como referência, queremos ser citados também como exemplos”, afirma o presidente.

A última empreitada realizada pela diretoria foi para resolver o déficit de R$ 9,5 bilhões da entidade. Foram criados dois fundos, um de financiamento, para os servidores antigos, e outro capitalizado, para os novos participantes que entrarem no sistema. Agora, o instituto começará a elaborar sua política de investimentos.

O processo de equacionamento do problema começou com os resultados da avaliação atuarial do ano passado, que mostrou aumento do déficit de R$ 7,3 bilhões em 2006 para 9,5 bilhões em 2007. “Nos anos anteriores, a avaliação não contemplava toda a massa de servidores do Estado, só o Executivo. Em 2007 incluímos os dados dos segurados dos demais poderes”, justifica Brito Filho. “Assim, os números ficaram mais próximos da realidade”.

Mensurado o tamanho real do problema, era hora de apresentar as soluções. Haviam três alternativas: o Estado bancar a dívida à vista, o que segundo Brito Filho consumiria o equivalente a dois anos de arrecadação; o governo financiar essa dívida em 35 anos, estipulando uma alíquota patronal complementar, ou seja, além da alíquota de 20%, o ente pagaria mais 69%, o que faria com que “o Estado dobrasse o custo com pessoal no curto prazo”, calcula Brito Filho.

A última alternativa, e financeiramente viável, era a segregação dos servidores em dois fundos. Dessa forma, foi criado o Fundo Previdenciário do Estado de Sergipe (Funprev), que receberá as pessoas que ingressarem no serviço público a partir deste ano. A contribuição será mantida em 13% para o servidor e em 20% a patronal. “Esses percentuais já estavam adequados, considerando os cálculos atuariais, o que faltava era o equilíbrio financeiro”, observa Brito Filho.

Já o Fundo Financeiro Previdenciário de Sergipe (Finanprev) contemplará os servidores antigos e será extinto em cerca de 65 anos. “Daqui a 35 anos 98% dos servidores que estão na ativa hoje estarão se aposentando, o que demandará um aporte maior do Estado para honrar esses benefícios”, ressalta o presidente do instituto.

Gestão dos recursos – Hoje a gestão dos recursos do Finanprev é feita de forma conservadora pelo próprio instituto, mas com a chegada e a maturação do Funprev isso poderá mudar. “Como o dinheiro permanece pouco tempo em caixa, temos que fazer uma gestão de curto prazo, apenas com títulos públicos do governo federal”, explica Brito Filho.

De acordo com ele, para a elaboração da política de investimentos, o instituto consultará instituições financeiras como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Estado de Sergipe para que apresentem opções de produtos compatíveis com a legislação do setor. “Precisamos evoluir na questão dos investimentos, principalmente diante do cenário de redução da taxa de juros”, avalia.

A expectativa é que a política de investimentos seja definida até o final do primeiro semestre, para depois ser analisada pelo Conselho Estadual de Previdência. A decisão sobre a terceirização de parte ou totalidade dos recursos também será tomada depois que a política estiver pronta. “É uma questão de custo-benefício”, argumenta.

Números do Sergipe Previdência

Servidores – 65 mil
Ativos – 46 mil
Aposentados – 12 mil
Pensionistas – 7 mil
Arrecadação – R$ 33 milhões/mês
Folha de pagamento – R$ 27 milhões/mês
Déficit – R$ 6 milhões/mês
Fonte: Sergipe Previdência